Duchamp no aniversário de 60 anos do MAM

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A Fonte, 1917 (Réplica)

Em seu aniversário de 60 anos, o MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) ganha, ou melhor, dá de presente para o seu público, a exposição Marcel Duchamp: uma obra que não é uma obra “de arte”. A exposição é a primeira solo do artista no país e a maior exposição de Duchamp já realizada na América Latina.

Um fato curioso sobre esta exposição é que o artista seria o curador da exposição inaugural do MAM, em 1948. Todos os detalhes estavam quase fechados, quando o dinheiro destinado ao transporte das obras foi roubado e a curadoria não foi possível.

Duchamp foi o primeiro artista a utilizar o conceito ready-made, ou seja, ele pegava objetos ordinários, produzidos em larga-escala e os elevava ao posto de obra de arte. Sua obra, A Fonte, é o maior exemplo desse conceito e, nada mais é que um urinol exposto do lado contrário, assinado por um dos pseudônimos de Duchamp, H. Mutt.

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L.H.O.O.Q., 1919 (Réplica)

A Fonte, Roda de bicicleta e L.H.O.O.Q., uma reprodução da Monalisa de Da Vinci, com bigode e costeleta, cujas siglas significam algo como “ela tem o rabo quente”, são algumas das obras famosas de Duchamp que fazem parte da exposição. Uma das inéditas é O Grande Vidro, obra que demorou oito anos para ficar pronta e é considerada pelos especialistas como a obra mais complexa de Duchamp.

Uma das passagens da biografia do artista, citada pela curadora da exposição, Elena Filipovic, explica um pouco de sua relação com a originalidade. Uma vez um amigo do artista lhe perguntou porquê ele assinava tudo que lhe caia nas mãos – inclusive réplicas de obras suas. “Para tirar o valor do original” respondeu ele.

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 O Grande Vidro, 1926 (Réplica)

A maior parte das obras originais do artista estão destruídas ou perdidas. As peças expostas no MAM são reproduções “originais”. Mas em Duchamp isso não importa. Sua peculiar relação com o original permite que diferentes reproduções assinadas de A Fonte, A Roda de Bicicleta e O Grande Vidro possam estar expostas simultaneamente em diferentes partes do mundo.

Duchamp passou a vida inteira questionando a arte e contraditoriamente se dedicava a seu objeto de crítica de maneira bastante esforçada. O criador do ready-made após declarar aposentadoria, trabalhou em segredo por 20 anos em sua última obra, a instalação Os Dados - que só veio a público após sua morte.

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Caixa Valise, 1935 (Réplica)

O artista que criticava a originalidade da obra de arte produziu uma série de luxo de seu Museu em Valise dada de presente a amigos que continha pequenas reproduções de suas maiores obras. A reprodução em exposição no MAM pertenceu a Andy Warhol.

Contraditórios foram também os resultados da crítica que ele iniciou. Mesmo “reproduções”, hoje suas obras valem muito dinheiro. Mas de qualquer forma Duchamp que viveu de 1889-1968 figura até os dias atuais como referência em crítica e transgressão de arte.

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Os dados, 1946 (Réplica)

Ainda no MAM, paralelamente à exposição do artista, acontece na Sala Paulo Figueiredo, Duchamp-me. Com curadoria Felipe Chaimovich, a exposição traz 40 obras do de artistas brasileiros que tiveram Duchamp como inspiração como Geraldo de Barros e Vik Muniz.

Serviço:
MAM
Parque do Ibirapuera
De 17/07 a 21/09
Horários:
Terça a domingo das 10h às 18h
Preço: R$ 5,00 (grátis aos domingos)

“Do Ukiyo ao Mangá”: traça um panorama da arte nipo-brasileira

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Urata Spancall, 2007, Sem Título

O Espaço Cultural BM&F/Bovespa inaugurou esta semana exposição em homenagem aos 100 anos da imigração japonesa. ‘Do Ukiyo ao Mangá’ traça um panorama da arte nipo-brasileira: da primeira leva de imigrantes aos dias atuais. A exposição é dividida em três principais momentos: Pioneiros, Pós-Bienal ou Pós-Guerra e Contemporâneos.

As 70 obras de mais de 40 artistas incluem pinturas, sumi-ês e mangás. Além de parte dedicada aos ukiyos - gravuras japonesas anteriores à imigração - datadas dos séculos XVII, XIX e XX e um espaço reservado às cerâmicas e esculturas.

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Manabu Mabe, 1997, Auto-Retrato

Pioneiros contempla a produção realizada entre os anos 30 e 40. São apresentadas e gravuras em sumi-ê - técnica monocromática que usa tinta preta extraída de vegetais, o sumi. A técnica faz necessárias pinceladas rápidas e precisas, além de atuação quase teatral do pintor. Manabu Mabe é o artista em destaque.

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Yayoi Kusama, 1999, Copo com Canudo

Em 1951, com o final da guerra, a primeira edição da Bienal trouxe 49 artistas japoneses que provocaram mudança no foco da arte de artistas nipo-brasileiros, cujo trabalho, a partir de então, se tornou fortemente influenciado pelo abstracionismo. Além do caminho abstracionista, estão na exposição dois dos expoentes da vanguarda japonesa de pop art, representadas por Takashi Murakami e Yayoi Kusama.

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titi Freak, 2008, O Encontro

A última fase da mostra, Contemporâneos, aglutina novos artistas nipo-descendentes da Choque Cultural. Globalizados, têm em comum uma relação muito forte com a cultura de rua, grafitti e ilustração.

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Atsuo Nakagawa, 2008, Sem Título

Entre os artistas estão os japoneses Atsuo Nakagawa e Urata Spancall que mantém constante intercâmbio com brasileiros, Titi Freak, que trabalhou nos estúdios de Maurício de Souza e recentemente foi convidado pela Nike. Também estão na exposição, Rafael Buia, Gachaco, Yumi Takatsuka e Whip.

Serviço:
Do Ukiyo ao Mangá
Espaço Cultural BM&F/BOVESPA
Praça Antonio Prado, 48
São Paulo - Centro
Horário: Segunda a sexta, 10h às 18h
Visitas monitoradas podem ser agendadas pelo telefone: (11) 3119-2404
Até 19/08
Grátis

Loro Verz na Galeria Coletivo

 

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Loro Verz era aquele cara da escola que fazia caricaturas. Terminado o colégio, prestou direito na PUC, passou e já matriculado, viajou para ficar seis meses em Londres. Seis meses depois, ele decidiu que não ia mais voltar.

Durante os oito anos que passou lá, desenhando, grafitando e pintando, fez novos amigos, trocou o direito pelas Artes Plásticas na Saint Martins School of Arts & Design. E para se sustentar, trabalhou de tudo que você possa imaginar: de entregador de panfleto a lavador de pratos.

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Mas Loro acabou voltando. “Na época eu estava fazendo uns quadros para um cara e em troca ele deixava eu morar de graça na garagem dele. Um dia, bêbado, eu acabei caindo em cima da minha própria mão, que quebrou… Aí, eu não tinha mais como trabalhar! E o cara acabou me expulsando. Juntei o dinheiro que eu tinha e voltei para o Brasil”.

No Brasil, tudo que ele queria era voltar para Londres. “Eu cheguei aqui e tudo de arte que eu via era planta, flor, cavalo. (risos). Brincadeira, existia uma cena. Mas eu não conhecia nada, nem ninguém e só pensava em voltar para continuar fazendo arte com os meus amigos de lá”.

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Para se virar, depois da volta, ele começou a dar aulas de inglês. “Eu estava até ganhando uma grana legal. Dava para me sustentar e viver decentemente. Mas eu resolvi parar de dar aula de inglês e fazer o que eu realmente gosto, que é arte!”.

As inspirações para arte de Loro estão na rua, em situações inusitadas e na simultaneidade. Simultâneo que é, Loro não pára. O artista ficou entre os 15 finalistas do 2º concurso de ilustração promovido pelo jornal Folha de S. Paulo. O prêmio acabou dando a oportunidade depois para que ele se tornasse o ilustrador do jornal Publimetro.

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Um dia me ligaram dizendo que queriam conversar comigo. Estavam montando um novo jornal, entregue de graça para as pessoas, que já existia em várias cidades do mundo, e precisavam de um ilustrador. Achei que era piada de um amigo meu, o Felipe, mas acabei indo. Desde então, eu entrego uma tirinha toda semana”.

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Loro deixou de dar aulas de inglês, mas esse negócio de ser professor não o abandonou. Agora ele dá aulas de arte. “Na época que eu larguei tudo, eu passei a mandar meu currículo para todas as escolas que eu considerava legais. Um tempão depois, o pessoal da Escola São Paulo me ligou. Eu dou aula lá de desenho, ilustração e grafitte”.

Artistas que Loro considera muito bons? Um italiano chamado BLU, o cartunista Allan Sieber e Alessandra Cestac.

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Um pouco dos trabalhos de Loro podem ser vistos no Bar B, no Bar Santa Augusta e em algumas lojas da marca de artigos esportivos Puma. Amanhã tem bate-papo + Live Paiting com ele na Coletivo Galeria a partir das 20h. Lá você poderá ver sua primeira exposição individual no Brasil que fica no espaço até sábado.

Serviço:
LORO VERZ
Coletivo Galeria
Até dia 19/07
Rua dos Pinheiros, 493 - Pinheiros- SP
Horários:Terça a sexta das 15 às 21hs
Sábado das 14 às 19hs
Grátis

Loro, e que história é essa de ter sido vice-campeão de um concurso de dança da MTV? “Eu tinha acabado de chegar de Londres e só pensava em voltar para lá. Mas não tinha grana nenhuma! Um dia estava de bobeira no Shopping Iguatemi com uma amiga e estavam gravando as pessoas dançando para um concurso de dança da MTV. O prêmio era uma viagem para Londres. Perfeito! Daí o plano era ganhar, ir pra Londres, me disperçar da galera da MTV e ir para casa de um amigo. Aí fui, passei por várias eliminatórias, mas perdi na final. Eu era reconhecido nos lugares. Fui muito zoado por essa história, já...”.

Fabíola Cally apresenta a Tôsqka

Lançamento da série exclusiva inspirada em ‘Sex and the City’ na Bangoo

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O primeiro contato da artista plástica Fabiola Cally com bonecas foi bem parecido com o da maioria das meninas: Betty Boop, passando por Moranguinho, a uma Pucca que ela encontrou muito antes de virar moda na lata do lixo.

Com o passar dos anos, o interesse por bonecas não morreu, mas na adolescência ela já mostrava interesse por outros assuntos, principalmente por se expressar a partir do desenho. E em 1992 ela criou a Tôsqka, uma personagem diferente, cheia de questionamentos e com uma personalidade forte.

Segundo Fabíola, muito da personagem foi inspirada no Rock, gênero do qual é muito fã e que a inspira até hoje. Na época, a artista tentou diversos contatos com editoras para tentar publicar uma revista em quadrinhos de sua personagem.

Eu cheguei a conhecer alguns desenhistas famosos que me diziam que eu era corajosa em tentar publicar meus quadrinhos. A Tôsqka é uma personagem diferente. Um olho maior que o outro, às vezes nervosa, às vezes triste. Ela é crítica, existencialista e não se enquadra no estilo da moda, como o mangá, por exemplo”.

Após muitas negativas, a artista que já tinha entrado em contato com a Toy Art, resolveu apostar no gênero. E em agosto do ano passado, a primeira Tôsqka-boneca ficou pronta! A primeira de muitas, mais precisamente 133 Tôsqkinhas. Todas diferentes e exclusivíssimas, como a Tôsqka do Ney Matogrosso… Ficou curioso? A própria Fabiola explica.

“Um dia, o Ney Matogrosso apareceu na loja que eu trabalho e eu aproveitei para apresentar a Tôsqka para ele. Eu sou muito fã do trabalho dele. Para você ter idéia, o show dele foi o primeiro show da minha vida! Então, como homenagem, eu me ofereci para fazer uma Tôsqka inspirada nele, com o figurino prateado em lurex igualzinho ao que ele usa na nova turnê. Ele adorou!”.

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Falando em exclusividade, o lançamento da vez da Fabiola aqui na Bangoo são as Tôsqkas inspiradas nas quatro protagonistas da série ‘Sex and the City’. Imagine ter uma edição numerada e limitadíssima da Tôsqka inspiradas em Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte?

Eu as imaginei glamourosas. Bem o retrato da mulher atual que apesar de se matar no trabalho, não deixa a chapinha de lado. Foram as primeiras Tosqkas que eu desenvolvi sem o coturno!” conta a artista.

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Vai deixar essa série mais que especial passar em branco? Garanta já a sua porque a disponibilidade é super limitada.

Boogie lança “São Paulo”

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Vladimir Milivojevich, o fotógrafo Boogie, nasceu em 1969 em Belgrado, Sérvia. Lá foi criado e vivenciou 10 anos de crise econômica e guerra civil. Seu trabalho ficou conhecido por suas fotos cruas em preto e branco, retratando geralmente situações e pessoas em pobreza e/ou violência extremas.

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Suas primeiras fotos, ainda em sua cidade natal, capturaram o cotidiano de grupos neo-nazistas. Em meados dos anos 90, o fotógrafo conseguiu um green card em uma rifa e mudou-se para Nova York. Morou inicialmente no Queens e depois se mudou para o Brooklyn. Lá fotografou viciados e gangues em Nova York que compõem It’s All Good, seu primeiro livro lançado em 2006, seguido de Boogie, em 2007, e Belgrado Belongs to me, este ano.

Tempo depois, com algum reconhecimento alcançado, o fotógrafo fez trabalhos comerciais para a campanhas comerciais como a Real Basket da Nike e teve a oportunidade de viajar para países como Bulgária, França, Itália, Sérvia, Brasil, Cuba, România, Alemanha, Turquia e Grécia.

Em entrevista de 2007, Boogie afirmou que sua cidade preferida até o momento havia sido São Paulo. Pelo jeito o favoritismo rendeu. O fotógrafo acabou de lançar em parceria com a editora americana PowerHouse Books um livro intitulado São Paulo com registros de sua experiência na cidade brasileira.

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Antes do lançamento do livro, em entrevista ao site de fotografia Lost.art.br, Boogie contou sobre sua experiência em São Paulo.

A sensação dominante em São Paulo é de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento. Caminhar era cansativo porque eu tinha que ficar esperto o tempo todo. Era fotografia de guerrilha de certa forma. Eu fotografava rapidamente, mudava de locação, e voltava a fotografar. É uma cidade estranha com uma energia estranha. Comunicação era um grande problema porque poucos falam inglês.

Estive lá por uma semana e por uns três ou quatro dias fiquei com algumas pessoas locais. Isso ajudou muito. Eu não tinha idéia do que esperar. Pessoas estavam tentando me assustar com histórias de sequestros e roubos a mão armada, mas eu estive ok. É perigoso, mas não é Bagdá, você sabe.

É possível conferir outras fotografias tanto de “São Paulo” quanto dos outros livros do fotógrafo em seu site: http://www.artcoup.com/

Cartoon - China Contemporânea

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Han Yajuan, Fashionable Darling, 2008

Sábado passado teve exposição inaugurando. Neste sábado Cartoon - China Contemporânea vai embora. Mas ainda dá tempo de conferir!

A exposição traz 12 quadros em grandes dimensões das jovens artistas chinesas, Han Yujuan, Li Li e Wang Ke, representantes de um “movimento” que ficou conhecido como Geração Cartoon.

A Geração Cartoon apareceu na cidade de Guangzhou em meados dos anos 90 e seus artistas têm como característica a utilização da estética dos desenhos animados em suas obras. Espere a partir daí figuras divertidas, disformes e coloridas.

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Li Li, Something, 2008.

Além disso, o trio tem em comum um bom humor quase crítico em suas obras. Exemplificado pelas peruinhas de Han Yajuan brigando por bolsas Louis Vuitton ou as meninas disformes encoleiradas de Li Li brincando com facas, ossos e sangue humanos.

Serviço
Galeria Thomas Cohn
Avenida Europa, 641, Jardim Europa,
Horário: Terça a sexta, 11h às 19h;
Sábado, 11h às 18h.
Até 12 de julho
Grátis

Expo Toy Art Mania

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A Bangoo sempre foi, desde seu início, entusiasta assumida de Toy Art - Bangolino e Tôsqka que o digam! Para todos nós que adoramos o assunto, inaugura amanhã o projeto Toy Art Mania no SESC Avenida Paulista, com curadoria da ZUPI, revista de design, ilustração, propaganda e arte. 

A Mostra Toy Art Mania exibirá Toys de artistas internacionais como UNKL, Motomichi e Toscotoys, além de diferentes customizações realizadas por artistas brasileiros. O projeto também inclui palestras, customização de bonecos e oficinas sobre o assunto.

O texto de apresentação comenta que os brasileiros ainda não deixaram a tendência de associar bonecos de panos simples à Toy Art, deixando de prestar atenção na linguagem visual própria do novo gênero. O projeto pretende questionar o caráter elitista, trazer aos olhos a criatividade dos Toys e tornar clara a proximidade que o gênero pode (e deve) ter com o público brasileiro.

Fique atento à agenda a seguir e não se esqueça de realizar as inscrições necessárias para não perder nada.

STEAK ZOMBIES PERFORMANCE ONLINE
Dia 5 de julho, sábado, às 15 horas
Apresentação em tempo real direto da Inglaterra sobre técnicas de Toy Art em pano e conversa virtual sobre a produção de Toy Art na Europa. Com Steak Zombies e Daniel Kupfer.
Local - Mezanino

TOY ART NA PAREDE
Dia 5 de julho, das 15 às 21 horas
Produção de pintura relacionada à Toy Art nas paredes da Área de Convivência, realizada pelo Estúdio Colletivo
Local - Mezanino

 TOY ART NA INTERNET
De 5 de julho a 10 de agosto
Visita a sites e portfólios digitais de artistas e designers que estão expostos na Toy Art Mania. O grupo irá montar blog com informações e imagens da mostra. Com Cassius Guimarães, jornalista e blogueiro e Equipe da Internet Livre.
Local - Internet Livre
Horários – De terça a sexta, das 18h às 21h30. Sábado, domingo e feriado, das 14h30 às 18h30

CUSTOMIZAÇÃO EM TOY ART
De 8 a 25 de julho
Com a orientação de artistas e designers que tem trabalhos expostos na Toy Art Mostra, os participantes usam bonecos disponíveis para fazer uma customização. As oficinas tem duração de 4 horas. Achiles Simioni irá ministrar oficinas de 8 a 11 de julho. De 15 a 18 de julho é a vez de Luani Guarnieri. O Coletivo BaseV encerra o ateliê de 22 a 25 de julho.
Horários – De terça a sexta, das 18 às 21 horas

TOY ART EM MASSINHA
Dias 12 e 13 de julho
Oficina-ateliê de produção de toys com massinha. Com o artista Achiles Simioni.
Local - Mezanino
Horário - das 14h30 às 18h30.

TOY ART EM TODA PARTE
Dias 19 e 20 de julho
Oficina-ateliê de produção de bonecos com materiais recicláveis. Com Luciana Maia Coutinho, estilista, professora e figurinista carioca).
(Inscrições antecipadas pelo e-mail toyartmania@sescsp.org.br)
Local - Mezanino
Horário - das 14h30 às 18h30.

TOY ART EM PANO
Dias 26 e 27 de julho
Oficina-ateliê de confecção de bonecos e toys em pano. Com a artista Luani Guarnieri.
(Inscrições antecipadas pelo e-mail toyartmania@sescsp.org.br)
Horário - das 14h30 às 18h30.

TOY ART EM DEBATE
Dia 9 de julho
Apresentação e bate papo sobre características, técnicas de customização, formas e transformações da Toy Art no Brasil e no mundo. Com os artistas André Alcântara e Paula de Moraes, da Toscotoys.
Local - Mezanino
Horário – quarta, das 15h às 17h.

Serviço:
Expo Toy Art Mania
Sesc Avenida Paulista
Av. Paulista, 119
De 5 de julho a 10 de Agosto
Horários: Terça a sexta: das 13h às 21h
Sábado, domingo e feriado: das 10h às 18h30
Grátis

Moleskine

Você sabe o que é Moleskine? Se você é ligado às áreas de ilustração e design provavelmente já deve ter ouvido o nome por aí.

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Moleskine é uma marca de cadernos de brochura italiana que existe há pelo menos duzentos anos. O hype em torno do carderninho existe porque supostamente ele foi a caderneta oficial de pensadores e artistas como Van Gogh, Picasso e Hemingway.

O caderno de brochura com cara de antiguinho, elástico para evitar que as folhas fiquem espanadas e marcador para acessar com rapidez sua última anotação, foi redescoberto.

Além de anotações e lembretes, as páginas das cadernetas viraram plataformas para produção de arte que você pode carregar junto com você para qualquer lugar.

No aniversário de dois anos, a Livraria POP promoveu a Primeira Exposição de Sketch Books no recém inaugurado cantinho Livraria-Café-Bar. A exposição contou com cadernos de cerca de 20 artistas convidados.

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(fotos surupiadas do site do Kako, um dos artistas que emprestou sketch books para a exposição)

Já existem na rede, sites para artistas mostrarem suas artes na caderneta como o Moleskine Project e o Skineart.com e até uma exposição organizada pela própria Moleskine, chamada a Detour

Moleskine ou não, você já derramou sua criatividade no papel hoje?

Céus de São Paulo

A série Céus de São Paulo é um registro da megalópole do topo dos seus arranha-céus. Suas luzes, formas, personagens e seu “quase” silêncio.  Seguem algumas imagens da série ainda em construção. A Bangoo e a Vinil, estúdio de novas mídias e design que a concebeu, são irmãs do IMEA - Instituto de Mídia e Artes, que já produziu exposições de fotografia no Brasil e no exterior.

Imagem da série Céus de São Paulo, Fernanda Cerávolo

Ceús de São Paulo - branco


Céus de São Paulo

Céus de São Paulo - cinza

 

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Céus de São Paulo - laranja

 

Céus de São Paulo

Céus de São Paulo - marrom

Céus de São Paulo

Céus de São Paulo - amarelo

 

 

LaChapelle no MuBE

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The House Of The End Of The World, 2005

A história de David LaChapelle como fotógrafo começa nos anos 80, quando ele deixou de trabalhar como barman em Nova York e foi contratado pelo próprio Andy Warhol para fotografar para a revista Interview.

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Death By Hamburguer, 2001

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Milk Maidens, 1998

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Lonely Doll I, 1996

Suas fotos inusitadas, ultra-saturadas e retratando celebridades de maneira mágica/fantástica/bizarra ficaram famosas nos anos 90 e ilustraram capas de inúmeras publicações como Vogue, Vanity Fair, Rolling Stone, i-D e a extinta The Face. Além de campanhas publicitárias de marcas como L’Oreal, MTV, Diesel Jeans, Ford e outras.

Além de fazer fotos para álbuns de artistas, também existe a faceta de LaChapelle fortemente ligada à vídeo-produção. O fotógrafo foi responsável por videoclipes de artistas como: Jennifer Lopez, Gwen Stefani, Christina Aguilera e Moby. O clipe de Natural Blues de Moby ganhou o prêmio de melhor videoclipe no MTV Europe Awards, em 2003.

Seu documentário “Rize” de 2005, sobre o “krumping”, um estilo de dança praticado nas periferias de Los Angeles, recebeu o Reconhecimento Especial do Júri no Festival de Sundance e ganhou como o Melhor Documentário no Aspen Film Festival.

“Heaven to Hell: Belezas e Desastres” estréia hoje em São Paulo e mostra um pouco do trabalho do artista nas duas áreas. São 25 retratos de Courtney Love, Madonna, Marilyn Manson, Angelina Jolie, Gwen Stefani e outros, os videoclipes produzidos por ele e o documentário “Rize”. A entrada é franca e a exposição fica até dia 05 de fevereiro no MuBE.

Veja o trailler de “Rize”: http://www.youtube.com/watch?v=0efEID-uCtE

E entrevista com LaChapelle para a Folha: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u365784.shtml

Serviço:
Heaven to Hell: Belezas e Desastres
MuBE (Museu Brasileiro de Escultura)
Av. Europa, 218
Jardim Europa – São Paulo – SP
Terça a Domingo: das 10 às 19h